terça-feira, 23 de Junho de 2009

Queridos Leitores

Estamos todos mundo afora com novos projetos. Vou colocar aqui os endereços dos nossos blogs que eu conheço.

Bruno - barriobruno.blogspot.com

Fernanda - http://www.yourenothopeless.blogspot.com/

Laura - lauracarnicero.blogspot.com

terça-feira, 14 de Abril de 2009

Homo Erectus

Animação feita por Rodrigo Burdman num conto de Marcelino Freire. Locução de Paulo Cesar Pereio.

terça-feira, 3 de Março de 2009

Estatísticas

Terrrrrrrminando a condição patológica de uma mente desidratada pela pressão e pela corrosão social, o cidadão que pensa, mas não manda em patavina nenhuma, agora pode enfim respirar por vontade própria, sem se preocupar com qualquer bronca, ligação direta, ou mesmo conexões em bunda larga que levam qualquer pessoa a contatar vossa senhoria, para exigências de uma vida pragmaticamente condicionada às maledicências de uma sociedade que cumpre prazos, por sua vez, não conjuminando a tarefa à necessidade pré-estabelecida no início de tudo isso.

O que eu quero lhes dizer é que todo mundo só repara nas pingas que eu tomo, mas não vê os tombos que eu levo. Preste bem atenção! Isto pode acontecer com você em qualquer momento, razão ou circunstância, a não ser que você esteja muito bem adaptado e acostumado com um ritmo frenético que domina boa parte do simulacro que envolve os seres humanos que acessaram esta realidade subvisual.

Tabus. Com base neles, todos criam redomas, também conhecidas como prisões e dentro delas a vida vive vivendo limitadamente sem o verdadeiro sentido de existir. Veja bem, a prisão a que me refiro não tem grades, não tem paredes e muito menos é preciso cometer algum ato de injúria, calúnia, difamação, tampouco roubar, estuprar, ou matar para cair de para-quedas dentro de uma dessas. As redomas que estou elucidando estão mais próximas do que você pensa. Não adianta abaixo assinar com a intenção de remover para bem longe tudo o que estou falando. A prisão está dentro de nós mesmos... NA CABEÇA!

Liberte-se! Um dia após o outro. Um dia sempre sem o outro. Compromissos não podem atrapalhar o que você é, o que você faz e o que você quer fazer. Não passar vontade é a lição, chupar o dedo mais parece coisa de gente que tá com preguiça e soma as metades em vão. Levante-se! Ficar de olho cruzado achando que tem sempre alguém de butuca a te observar. Escritórios parecem mais com supositórios. Use não abuse, senão, a vida se confunde com o que não tem vida, e assim, fatalmente, passamos a fazer parte das estatísticas.

quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Ligação a cobrar, só pode ser Deus.

domingo, 4 de Janeiro de 2009

feliz ano novo















perto da borda
os braços abertos
pro equilíbrio
que não há
não há
os braços abertos
hão de proteger
o chão
e sua cabeça
e seu corpo todo
do contato fatal 
equilíbrio não encontrará
nos pulmões plenos
de inferno
de américa do sul
de norte
oceania
ásia
áfrica
de todos os trens
da europa
nada comporta
comportaria
comportará
o espírito
insatisfeito
o corpo
insatisfeito
sempre

segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Partícula

Saudade do que não se foi. Nem chegou. Apenas uma falta de algo que temos certeza que não teremos no futuro. Não adianta, quando a alma está envolvida intensamente em algo, a vida pára por um instante para refletir tudo o que está acontecendo. Mas por quê?

Por que é tão desafiador deixar a vida nos viver simplesmente, ao invés de querer viver a vida? Em alguns instantes, se passarem despercebidos por nossos olhos, deixaremos de aprender singularidades da existência.

Seja óbvio com você mesmo: não houve momento bom, ruim, raivoso, gostoso e etc., que recompensa o saber que logo mais, quando acontecer, aquele será o exato momento onde você queria estar. Não é começo, nem fim, é realização.

Consciência que pode dar tudo certo, assim como pode dar tudo errado. Contudo, ao mesmo tempo, não me importo com nenhum dos dois, justamente porque, o que está para chegar, é onde eu gostaria de estar.

***
Será esse o constante sentimento da consciência?

Realizar (cada momento).

Em busca da descoberta ainda estou.

quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Em falta

MEDO DE ESCREVER?
LIGUE: 4007 - 4008

O "medo de escrever" aqui acima foi só pq - mentalmente - sempre troco o "dirigir" da famigerada plaquinha do "medo de dirigir? ligue: xxx xxxx" por inúmeras outras coisas: "medo de se matar? ligue:" "medo de se vingar? ligue:" daí que resolvi finalmente escrever uma das minhas idéias. Bobagem, eu sei.
Mas vamos ao que interessa. Os barnasianos andam relapsos demais, verdade, mas há bons motivos para a incômoda reincidente ausência, dentre eles, o número 1 em reclamações: faculdade x TCC. =D Portanto, toda razão do mundo aos poucos, mas queridos fiéis leitores/colaboradores que se sentiram abandonados nos últimos tempos, mas informo, e agora apenas por mim, que posts novos virão, e isso pq já consigo avistar um pouco de descanso nas tão aguardadas férias de final de ano... Até mais!

quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

A Criatura Secreta do Estômago - Lyra Líbero

Bom, galera, temos aí mais um texto de nossos amigos Colaboradores.
Este aqui é da Lyra Líbero. (Lyra-Linda)
Mais dela no http://www.gacum.blogspot.com/
Espero que curtam :)
Lembrando o e-mail pra enviarem as colaborações, reclamações, recados e etc:
barnasianos@gmail.com
Beijocas, Karla.



A Criatura Secreta do Estômago
Quando era criança, eu não entendia. Não percebia o que se passava, e por isso me sentia tão estranha, alheia, sozinha. Não entendia o que era aquela dor latente e agonizante que sentia no fundo do estômago, que fazia doer todo o meu corpo, que me acometia sempre à noite. Achavam que eu era doente. Achavam que eu era problemática. Achavam que era fome.
Quando eu finalmente descobri o que era, saí falando pra todo mundo, tamanha a minha felicidade e meu desespero em provar que eu não era esfomeada, tampouco doente ou esquisita. Eu me descobri como a criatura mais normal da face da terra, mas que apenas tem uma coisinha de diferente... Um detalhe à toa, um buraco pequeno e quase que insignificante no meio da tela abstrata que sempre fui. Tinha um monstro morando dentro de mim.
Eu cheguei e disse à minha mãe, com a dignidade tão simplória que as crianças em geral possuem:
"Tem um monstro morando na minha barriga!"
E o rosto dela se enrijeceu num misto de reconhecimento e abnegação. Depois sorriu da minha felicidade e disse: "Naturalmente, é verme. Deve ser uma tênia ou lombriga, com certeza". E deu-me litros de vermífugo com gosto de tutti-frutti com arsênico, que engoli sem nem reclamar. Ela disse que de uma vez por todas ia matar o bicho que estava me habitando e carcomendo minhas forças.
Mas o bicho não morreu, e confesso que ele até gostou da avalanche de líquido rosa fluorescente que invadiu o habitat dele. Riu da minha cara, e se divertiu navegando no laguinho cor-de-rosa enquanto pôde. Ele riu porque sabia que se morresse, eu morreria junto.
Foi ele que me disse pra começar a ler aqueles livros velhos e de capa grossa que eu encontrava na biblioteca dos colégios que freqüentei. Cada vez que eu me assombrava com seu conteúdo, ele apenas se aninhava num canto quente do meu estômago e ronronava de prazer a me ver tão absorta e deslumbrada com aquilo que ele sabia que me faria bem.
Foi ele que sussurrou no meu ouvido, cada vez que eu conhecia um amigo ou amiga qualquer, que aquela pessoa seria boa ou má comigo. E nas vezes em que eu não dei ouvidos a ele, saí de todo machucada. Quando a adolescência chegou, odiava quando eu saía pra algum tipo de festa. Dizia que as comidas de festa, com seus salgadinhos de um litro de gordura e com seus refrigerantes ácidos, eram veneno. E quando comecei a beber coisas alcoólicas, ele ria da minha cara estridentemente perante a ressaca do dia seguinte. Achava meus complexos de inferioridade demasiado pueris, mas agüentava minhas crises de identidade sem dar um pio. Também me acompanhava nas noites de medo e de insônia, silencioso, mas acordado e amedrontado como eu.
O que eu mais amava era que ele me absorvia sempre quando a tristeza pesava uma tonelada e meia. Eu ouvia sua voz macia e ao mesmo tempo bestial, coberta de instintos, amainando minha incapacidade de sobreviver nesse mundo caótico e bizarro.
Quando cresci, deixei os amigos falsos, e os livros se tornaram companheiros. Os salgadinhos deixaram de ser atrativos, e o mundo adulto parece cada vez mais próximo. Alguns complexos deixaram de existir, outros ainda persistem. Já faz algum tempo que eu não sinto o calor dele dentro do meu estômago, nem ouço sua voz. Desde que, após um almoço em que eu me senti muito mal, vomitei uma borboleta.
Acho que era uma mariposa, não uma borboleta, porque as asas eram escuras e continham um brilho escuro e opaco. Quando eu a vi, dentro da privada, no meio dos restos do almoço, ela estava imóvel, meio suja. Num segundo sacudiu e esticou as asas, e saiu voando pela porta. Minha irmã deu um berro na sala, mas ela conseguiu fugir pela janela no dia ensolarado antes que alguém viesse espantá-la com uma vassoura.
Fiquei olhando-a sumir pelo céu alegre e azul, com meu coração quente e ao mesmo tempo sentindo um vazio imenso, como se um pedaço meu tivesse sido arrancado. Logo depois senti uma paz pequenina e tímida, misturada com uma melancolia lenta, que depois foi substituída (mas não de todo) por uma alegria gelada de saber que uma parte de mim havia, finalmente, se libertado. Naquele dia, chorei umas lágrimas doces, com gosto enjoativo de tutti-frutti e asas de inseto.

Hoje

Zumbi dos Palmares

O que importa é a cor e quem tem cor age!
Tem corage? De quebrar as algemas quero ver...
Falta cor? Não, falta corage.

quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Eu quero um Deus que pague o meu aluguel